A sexualidade é sagrada. O nosso fogo é sagrado. O meu corpo é sagrado. A minha vulva é sagrada. Sim, a minha vulva. Sou uma mulher.
Eu, com trinta anos, relaxo e deixo minha vulva respirar. Inclusive, estou sem calcinha, para que ela possa respirar o quanto queira. Não tem ninguém aqui comigo. Ninguém prestes a me sugar ou me penetrar. Teve ontem. Hoje, não. Hoje eu só quero relaxar. Nem vontade de me masturbar eu sinto. Sinto apenas minha vulva respirando. Como sinto! Fecho os olhos e abro as pernas, para sentir melhor.
Minha vulva é uma concha semiaberta. Não sou mais virgem. Minha vulva, porém, se abre em flor, para respirar, como uma clareira no coração da mata. A flor, contudo, verte mel, transbordando fertilidade. Estou fértil, sim. Estou grávida de inúmeras ideias e projetos. Estou me recriando todo o tempo.
Ah! Sinto o ar entrando e saindo. Sinto o sangue irrigando e circundando toda a vulva. Sinto esse sangue brotar e dançar em flores, ao redor da vulva. Sinto, pois, a área aquecer-se. O sangue é quente. Eu sou quente.
Hmmm. Sinto uma leve excitação avolumar-se e contraio a pélvis. Não, não contraia! Respiro e abro novamente as pernas. Eu não preciso esconder o meu gozo. Não há de quem esconder. Então, relaxo e deleito-me.
Sobre o leito, sinto minha carne macia e delicadamente terna, como um jardim de tulipas. Sinto-me, nesse instante, deveras primaveril, irradiando flores e sobejando mel.
Agora, sinto uma leve sonolência. Estou tão conectada à minha feminilidade, que relaxo sobremaneira, imersa em meu ser mulher.
Maravilhoso, Sara! Parabéns!
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