A criatividade é essencialmente feminina, pois ela é a capacidade de
gestar ideias e dar-lhes à luz. O ser criativo, portanto, é extremamente
fecundo. E toda esta fertilidade representa o aspecto feminino, que todos temos
dentro de nós, independentemente de sermos homens ou mulheres. Este aspecto
feminino de nossa psique, o Jung chama de anima. Contudo, para que as
ideias gestadas sejam materializadas e possam ganhar o mundo, precisamos do
aspecto masculino da psique: o animus. Por conseguinte, enquanto a anima
busca a ideia em sua fonte primordial e a gesta, o animus mobiliza a energia
necessária para que esta ideia ganhe corpo e se transforme em textos, telas e
inventos de toda ordem. Assim sendo, os dois aspectos precisam estar em
harmonia para que sua fusão ocorra. Caso contrário, a pessoa pode ter muitas
ideias e ideias muito boas, mas não conseguir executar nenhuma delas, pois
pensamento e ação não estão integrados.
Mostrando postagens com marcador linhas de vivência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador linhas de vivência. Mostrar todas as postagens
domingo, 13 de novembro de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
O abraço da Biodanza
![]() |
| Fotografia: Flávio Menezes |
No
abraço biocêntrico, é exatamente a vida quem está no centro. Não são braços
frouxos, sem vitalidade, que nos abraçam. Mas sim braços acolhedores e
carinhosos que nos envolvem.
No
abraço biocêntrico, o prazer também está presente. O prazer de sentir o outro;
de sentir braços tão amorosos nos manter junto a si e nos aquecer
nutritivamente. Sexualidade, então, não é só sexo. Sexualidade é prazer. Prazer
de viver, de sentir, de abraçar.
No
abraço biocêntrico, somos criativos. Mais do que isso: somos autopoiéticos.
Recriamos padrões antigos e reelaboramos sentimentos. Aprendemos a chegar e a
partir com suavidade. Aprendemos que abraço não é força. É presença. A
criatividade, portanto, está em cada momento, em cada movimento nosso.
No
abraço biocêntrico, o afeto impera. O vínculo afetivo nasce no encontro dos
olhares, cresce no diálogo das mãos e desabrocha no enlaçar dos corações. Não
estamos aqui para competir com ninguém, e sim para cuidar e nutrir o outro.
Isso é afetividade.
No
abraço biocêntrico, transcendemos nossos limites, nossos medos. Somos um com
quem abraçamos. Somos um com o Amor. Assim, transcendência nada mais é do que
nos permitirmos esta fusão com o outro e com o Amor.
Assinar:
Postagens (Atom)

