Mostrando postagens com marcador linhas de vivência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador linhas de vivência. Mostrar todas as postagens

domingo, 13 de novembro de 2016

A criatividade

            
              A criatividade é essencialmente feminina, pois ela é a capacidade de gestar ideias e dar-lhes à luz. O ser criativo, portanto, é extremamente fecundo. E toda esta fertilidade representa o aspecto feminino, que todos temos dentro de nós, independentemente de sermos homens ou mulheres. Este aspecto feminino de nossa psique, o Jung chama de anima. Contudo, para que as ideias gestadas sejam materializadas e possam ganhar o mundo, precisamos do aspecto masculino da psique: o animus. Por conseguinte, enquanto a anima busca a ideia em sua fonte primordial e a gesta, o animus mobiliza a energia necessária para que esta ideia ganhe corpo e se transforme em textos, telas e inventos de toda ordem. Assim sendo, os dois aspectos precisam estar em harmonia para que sua fusão ocorra. Caso contrário, a pessoa pode ter muitas ideias e ideias muito boas, mas não conseguir executar nenhuma delas, pois pensamento e ação não estão integrados.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O abraço da Biodanza

Fotografia: Flávio Menezes

            No abraço biocêntrico, é exatamente a vida quem está no centro. Não são braços frouxos, sem vitalidade, que nos abraçam. Mas sim braços acolhedores e carinhosos que nos envolvem.
            No abraço biocêntrico, o prazer também está presente. O prazer de sentir o outro; de sentir braços tão amorosos nos manter junto a si e nos aquecer nutritivamente. Sexualidade, então, não é só sexo. Sexualidade é prazer. Prazer de viver, de sentir, de abraçar.
            No abraço biocêntrico, somos criativos. Mais do que isso: somos autopoiéticos. Recriamos padrões antigos e reelaboramos sentimentos. Aprendemos a chegar e a partir com suavidade. Aprendemos que abraço não é força. É presença. A criatividade, portanto, está em cada momento, em cada movimento nosso.
            No abraço biocêntrico, o afeto impera. O vínculo afetivo nasce no encontro dos olhares, cresce no diálogo das mãos e desabrocha no enlaçar dos corações. Não estamos aqui para competir com ninguém, e sim para cuidar e nutrir o outro. Isso é afetividade.

            No abraço biocêntrico, transcendemos nossos limites, nossos medos. Somos um com quem abraçamos. Somos um com o Amor. Assim, transcendência nada mais é do que nos permitirmos esta fusão com o outro e com o Amor.