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| Fotografia: Flávio Menezes |
No
abraço biocêntrico, é exatamente a vida quem está no centro. Não são braços
frouxos, sem vitalidade, que nos abraçam. Mas sim braços acolhedores e
carinhosos que nos envolvem.
No
abraço biocêntrico, o prazer também está presente. O prazer de sentir o outro;
de sentir braços tão amorosos nos manter junto a si e nos aquecer
nutritivamente. Sexualidade, então, não é só sexo. Sexualidade é prazer. Prazer
de viver, de sentir, de abraçar.
No
abraço biocêntrico, somos criativos. Mais do que isso: somos autopoiéticos.
Recriamos padrões antigos e reelaboramos sentimentos. Aprendemos a chegar e a
partir com suavidade. Aprendemos que abraço não é força. É presença. A
criatividade, portanto, está em cada momento, em cada movimento nosso.
No
abraço biocêntrico, o afeto impera. O vínculo afetivo nasce no encontro dos
olhares, cresce no diálogo das mãos e desabrocha no enlaçar dos corações. Não
estamos aqui para competir com ninguém, e sim para cuidar e nutrir o outro.
Isso é afetividade.
No
abraço biocêntrico, transcendemos nossos limites, nossos medos. Somos um com
quem abraçamos. Somos um com o Amor. Assim, transcendência nada mais é do que
nos permitirmos esta fusão com o outro e com o Amor.

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Grata pela visita. Abraços biocêntricos!