segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O abraço da Biodanza

Fotografia: Flávio Menezes

            No abraço biocêntrico, é exatamente a vida quem está no centro. Não são braços frouxos, sem vitalidade, que nos abraçam. Mas sim braços acolhedores e carinhosos que nos envolvem.
            No abraço biocêntrico, o prazer também está presente. O prazer de sentir o outro; de sentir braços tão amorosos nos manter junto a si e nos aquecer nutritivamente. Sexualidade, então, não é só sexo. Sexualidade é prazer. Prazer de viver, de sentir, de abraçar.
            No abraço biocêntrico, somos criativos. Mais do que isso: somos autopoiéticos. Recriamos padrões antigos e reelaboramos sentimentos. Aprendemos a chegar e a partir com suavidade. Aprendemos que abraço não é força. É presença. A criatividade, portanto, está em cada momento, em cada movimento nosso.
            No abraço biocêntrico, o afeto impera. O vínculo afetivo nasce no encontro dos olhares, cresce no diálogo das mãos e desabrocha no enlaçar dos corações. Não estamos aqui para competir com ninguém, e sim para cuidar e nutrir o outro. Isso é afetividade.

            No abraço biocêntrico, transcendemos nossos limites, nossos medos. Somos um com quem abraçamos. Somos um com o Amor. Assim, transcendência nada mais é do que nos permitirmos esta fusão com o outro e com o Amor.