sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ser-estrela


            Ser-estrela. Ser estrela. Uma estrela de cinco pontas, é isso o que somos. De braços abertos, de pés levemente separados e a cabeça erguida a olhar o horizonte, somos uma estrela perfeita.
            Ser-estrela é muito mais do que uma posição geratriz. É uma atitude frente à Vida. De braços estendidos, abrimos totalmente o peito.  De peito aberto, o coração se expande e temos condições de dar e receber afeto. Com a caixa torácica livre de compressões, respiramos mais e melhor. Ainda com o peito aberto, dizemos ao Universo que estamos dispostos a receber. Sim, estamos dispostos a acolher o porvir, sejam as rosas, sejam os desafios. Os pés, ligeiramente separados, nos dão a sustentação necessária. A terra, nossa Grande-mãe, nos beija os pés descalços e nos nutre com a sua força milenar. Com os dedos bem enraizados no chão, estamos plenamente conscientes do aqui-agora e conseguimos, enfim, degustar o presente. Já a cabeça, erguida, nos conecta a um horizonte de infinitas possibilidades. Sentindo-nos capazes de transformar o nosso mundo, somos realmente capazes de fazê-lo. Afinal, nada está fora. Tudo está dentro.
            Ser-estrela, como a posição geratriz que é, gera mais vida dentro e fora de nós. Ser-estrela nos permite conectar com a nossa luz interior, que é própria e intransferível. E esta se reflete no olhar encantado e no sorriso amigável. A Vida é essencialmente amorosa e receptiva. Que possamos ser assim também. Isto é Ser-estrela.

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